Tendências
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Especial em homenagem ao legado de Giorgio Armani e Valentino na moda
“A elegância não é se destacar, mas ser lembrada.” — Giorgio Armani. A moda italiana é marcada por nomes que redefiniram a elegância, a silhueta e a maneira de se vestir. Giorgio Armani e Valentino Garavani estão entre os nomes mais influentes da moda italiana no cenário global, representando duas formas distintas — e igualmente marcantes — de traduzir a elegância. Como já disse Anna Wintour, editora-chefe da revista Vogue: “Armani veste pessoas. Versace veste amantes”. Apesar da frase mencionar apenas esses dois estilistas, seu sentido também pode ser associado à estética de Valentino. Ambos vestem mulheres a partir de uma elegância refinada, embora trabalhem com abordagens diferentes: Armani com…
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Como nos sentimos quando criamos algo?
O afeto, a Inteligência Artificial e a recusa de um compromisso A pergunta que orienta o desfile de Alta-Costura da Schiaparelli para a coleção A Agonia e o Êxtase, de Daniel Roseberry, “Como nos sentimos quando criamos algo?”, desloca o centro da criação da forma para a experiência psíquica. Em vez de perguntar como a roupa deve parecer, o designer propõe partir do que se vive internamente durante o ato criativo e permite que a tensão, desejo, desconforto, excesso encontrem uma forma possível no corpo. As roupas com muitos volumes, estruturas e modelagens que parecem pressionar o corpo e referências quase anatômicas escancaram que nada na coleção é neutro. Cada…
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Pantone: Ser colorido é o novo alternativo?
À medida que o minimalismo se impõe como padrão cultural, uma nova contracultura emerge, questiona e ressignifica o alternativo enquanto identidade, expressão e pertencimento. Um movimento que traz diálogo e uma resposta direta à cor Pantone, Cloud Dancer, e sua promessa de neutralidade em 2026.
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Logotipo na moda: brega ou chique?
Da periferia às passarelas de luxo, a logomania revela como símbolos de status carregam disputas culturais, raciais e estéticas que vão muito além da roupa. Logotipos sempre dividiram opiniões no universo fashion. Para alguns, representam status, desejo e pertencimento. Para outros, são sinônimo de exagero, ostentação e falta de sofisticação. Mas reduzir a logomania a uma simples escolha estética ignora um ponto central: o logo carrega história, poder e disputa de narrativa. E, sobretudo, uma origem que não nasce nas passarelas. O logo antes da logomania O uso de logotipos na moda antecede em muito o debate contemporâneo. Ainda no século 19, a Louis Vuitton passou a estampar seus baús…











