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Como nos sentimos quando criamos algo?
O afeto, a Inteligência Artificial e a recusa de um compromisso A pergunta que orienta o desfile de Alta-Costura da Schiaparelli para a coleção A Agonia e o Êxtase, de Daniel Roseberry, “Como nos sentimos quando criamos algo?”, desloca o centro da criação da forma para a experiência psíquica. Em vez de perguntar como a roupa deve parecer, o designer propõe partir do que se vive internamente durante o ato criativo e permite que a tensão, desejo, desconforto, excesso encontrem uma forma possível no corpo. As roupas com muitos volumes, estruturas e modelagens que parecem pressionar o corpo e referências quase anatômicas escancaram que nada na coleção é neutro. Cada…
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Pantone: Ser colorido é o novo alternativo?
À medida que o minimalismo se impõe como padrão cultural, uma nova contracultura emerge, questiona e ressignifica o alternativo enquanto identidade, expressão e pertencimento. Um movimento que traz diálogo e uma resposta direta à cor Pantone, Cloud Dancer, e sua promessa de neutralidade em 2026.
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Quando a moda negocia: diplomacia, poder e imagem política
A moda costuma ser reduzida à superficialidade, ligada apenas ao capricho estético, à futilidade ou ao consumo. Na realidade, ela é um dos setores mais complexos da economia global e um dos mais sutis instrumentos de poder político e cultural. Ao mesmo tempo, eventos como Met Gala, desfiles de alta-costura e aparições de líderes em público funcionam como uma espécie de linguagem, capaz de atrair, convencer, seduzir ou legitimar governos e nações. Moda, economia e poder internacional Ao longo das últimas décadas, esse setor deixou de ser subestimado e se tornou uma das maiores indústrias do mundo, movimentando cerca de 1,7 trilhão de dólares por ano. Segundo dados do mercado,…
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Por que Estamos Trocando o Estilo Pessoal pela Moda de Prateleira?
Você já sentiu que, ao abrir o Instagram ou entrar em uma grande loja de departamento, parece que todos os looks já vêm com “nome e sobrenome”? Em 2026, vivemos o auge das micro-trends, e nos perguntamos, por que estamos trocando o estilo pessoal pela moda de prateleira? Em um dia é o Novo Boho com suas franjas e rendas; no outro, o minimalismo cirúrgico da Clean Girl ou a rebeldia montada da Rockstar Girlfriend. No entanto, o problema não é a estética em si, mas o fato de que elas funcionam como um cardápio de identidades prontas. O excesso dessas opções “pré-fabricadas” gera o que chamamos de esvaziamento da…











