Os 10 mais icônicos uniformes do Brasil nas Copas
24 anos após a conquista do Penta, o Brasil se enfeita mais uma vez para a Copa e a esperança do Hexa se renova. A cada 4 anos sentimos essa expectativa de vermos o Brasil campeão do mundo mais uma vez. Mas para nós, que éramos bebês de colo ou nem éramos nascidos, imaginar o Hexa é parte do sonho de uma vida.
Fato é que o hype do Brasil nas Copas nunca será superado. Nosso país sempre será destaque na história do torneio, pois: foi a única seleção presente em todas as copas, com 114 partidas disputadas, 76 vitórias, são 237 gols marcados e 48 partidas sem levar gols.

De 1954 a 2018: os mais bonitos uniformes da seleção
Como sabemos, Penta só tem um! E como quem tem mais tem 5, separamos os 10 uniformes mais icônicos da nossa seleção canarinho!
O ranking foi organizado com as médias das notas, de 0 a 10, para cada uniforme. Ao todo, 64 pessoas votaram e o critério de desempate considera a quantidade de notas 10 recebidas!
Agora sem mais: vamos do décimo ao primeiro lugar! E rumo ao Hexa!
10º – 1962
Em 30 de maio de 1962 começou a Copa do Mundo, no Chile. Logo após levantar a primeira taça de campeão, o Brasil marcaria seu nome na história mais uma vez.
Campeã em 62, a segunda bicampeã consecutiva, a seleção brasileira se afastou de vez da maldição da camisa. Foi o segundo título sim, mas não a segunda final disputada.

Em 1950, o Brasil jogava de branco contra o Uruguai e não foi uma história feliz. A camisa ficou marcada na memória pelo azar e a CBD (hoje CBF) precisou renovar o manto da seleção.
O Jornal Correio da Manhã fez um concurso para um novo uniforme e o resto é história! O designer foi o jornalista e desenhista Aldyr Schlee e o uniforme “canarinho” juntava a camisa amarela, o calção azul e as meias brancas. Esse estilo nos acompanha até hoje!
9º – 1982
Em 1982, os ídolos da seleção eram outros, assim como o mundo e a moda. A Itália levou para casa o tricampeonato daquele ano, na Espanha.
Um dia triste na história do futebol brasileiro foi o 5 de julho de 82: a tragédia do Sarriá. O artilheiro do torneio, Paolo Rossi, eliminava e enterrava o Brasil naquela edição.
A polêmica esportiva não estava apenas em campo. No uniforme daquele ano tinha um peculiar ramo de café. O patrocínio veio do Instituto Brasileiro do Café, para fortalecer a tradição do café brasileiro diante do mundo.

A FIFA não aceitou essa mudança, já que nenhuma outra seleção tinha marcas na camisa. Mas a CBF conseguiu fazer sua vontade valer e marcou a história das camisas, novamente.
O ramo de café entrou diretamente no escudo e a responsável pelo feito foi a Topper. A taça Jules Rimet passou a fazer parte do escudo, junto com a sigla CBF, três estrelas e um sutil ramo de café.
8º – 2014
Você se lembra de onde estava em 8 de julho de 2014? O mundo estava de olho no Brasil jogando no Brasil. O maior do mundo sediando uma Copa do Mundo.
E traumatizando severamente 200 milhões de pessoas. Se seu trauma cinematográfico não foi o 7 a 1… Você tem sorte! Porque não era um resultado da fase de grupos, não era uma copa em um outro país. Era a semifinal! Na nossa casa… e não apenas perdemos feio, mas a Alemanha levou o caneco no nosso ano.

Até hoje não nos esquecemos do senhorzinho abraçando a Jules Rimet aos prantos.
Neste ano, quem fez o uniforme foi a Nike. Com gola V e as listras verdes ligeiramente menores é uma camisa mais moderna, abandona as golas polo e o estilo mais retrô.
7º – 1954
Voltamos ao solo europeu: a Suíça sediava a Copa. Foi o primeiro título da Alemanha Ocidental e a estreia icônica da amarelinha.
Usar uma roupa, numa copa ou em um desfile, não é apenas a praticidade, a beleza ou o conceito. Moda é cultura e como parte dela é atravessada pelos costumes, tendências de seu tempo.
Em 1954 não era apenas uma questão de jogar a Copa, era renovar, limpar o espírito de uma nação inteira. Se em 2014 sofremos pela Alemanha, em 1950 tínhamos a certeza que com aquele uniforme não daria mais.

Você com certeza tem peças no seu guarda-roupa que te trazem boas péssimas memórias. Assim, como o Brasil com a camisa branca. Agora, depois do concurso citado no 10º da lista, nossa cor era o amarelo. E o novo uniforme estreou com uma vitória de 5 a 0 sobre o México.
Quem conhece mais de futebol reconhece nomes dessa época, como Didi e Nilton Santos. Foi depois do surgimento da amarelinha que começou a era do maior jogador da história.
Estava nascendo um grande líder, mas vamos na ordem!
6º – 1978
A Copa de 78 foi na Argentina, em meio a ditadura militar. As décadas de 60 a 80 marcaram as ditaduras latinoamericanas e em 1978 Brasil e Argentina vivia um período militar.
O Brasil ficou em 3º lugar e a Argentina foi a campeã daquele ano, conseguindo seu primeiro título. Um dado interessante é que Maradona tinha apenas 17 anos na época e por ser muito jovem, não foi convocado.

O uniforme da seleção trazia umas diferenças quanto aos anos anteriores. As mangas tinham listras verdes na blusa e brancas no calção. Listras que simbolizavam a Adidas, marca que forneceu os uniformes daquele ano. E curiosamente também combinava com o exato número de campeonatos ganhos até então.
5º – 2018
Quem abre o nosso top 5 é o uniforme de 2018, da Copa na Rússia. O torneio de 2018 consagrou a França campeã do mundo e tristemente o Brasil foi eliminado pela Bélgica ainda nas quartas de final.
O uniforme do Brasil, mais uma vez em parceria com a Nike, traz diferenças se comparado com 2014. A gola menos aberta e sem a presença da tradicional listra verde no fim da manga, agora toda em um amarelo vivo.

Comparado com os uniformes antigos, algumas coisas saltam aos olhos. O tecido das camisas atuais lançam mão de uma textura mais leve, com alguns buraquinhos para facilitar a troca de calor, já que quanto mais leve o tecido melhor se sente com ele em movimento.
Os calções são mais longos também e não há problema com patrocínio de marcas esportivas como Nike, Adidas e Puma.
4º – 1970
Oito anos após seu último título, Pelé marca mais uma vez a história do futebol. Trazendo o tricampeonato para o Brasil, ele também se tornou o único jogador da história a ganhar três vezes a Copa do Mundo.
Diferente de Maradona, que não jogou com 17, Pelé estreou nesta idade em 1958. Aos 29 anos, em 1970, voltava do México com mais uma estrela no peito.


Coincidência ou não, foi justamente após 8 anos de estreia da amarelinha que Pelé começou sua história na seleção. E em sua última copa, o rei jogou com uniformes um pouco diferentes.
Duas marcas forneceram os mantos ao nosso esquadrão e diferenças na fonte dos números revelam essa história. Eram a Athleta, com números mais quadrados, e a Umbro, com números mais arredondados.
3º – 2002
O uniforme de 2002, ano do nosso último título, abre o top 3. Empatado com o segundo lugar da lista, com 20 notas 10, a amarelinha icônica usada por Fenômeno e Ronaldinho Gaúcho também fez história.

Elaborado pela Nike, foi com esse manto belíssimo que o Brasil foi vitorioso em sete jogos, sem nem passar pelas prorrogações. A seleção venceu a Alemanha por 2 a 0 e se tornou a primeira pentacampeã do mundo. Sediada na Coreia do Sul e no Japão, foi a primeira copa organizada por dois países.
O uniforme de 2002 é único e se afasta dos anteriores e dos que vieram depois. Com listras diagonais ao longo da camisa, próximo ao pescoço e nas mangas e o escudo da CBF com 4 estrelas.
2º – 1994
Ano do plano real e do tetra! Com 24 avaliações máximas de sua beleza, é o manto de 94 que fica em segundo lugar na nossa lista. Começando pelas coincidências: a última vez do Brasil levantando a taça havia sido em 1970 e 24 anos depois, nos Estados Unidos, a seleção seria tetracampeã do mundo.
Curiosamente, este ano a Copa acontece nos Estados Unidos, Canadá e México e estamos há 24 anos sem a glória máxima.
A final foi entre Brasil e Itália, no dia 17 de julho e a seleção era uma elite invejável. O técnico era Carlos Alberto Parreira, tinha Romário, Bebeto, Dunga, Raí, Cafu e o icônico Taffarel no gol.


Um detalhe interessante é que Ronaldo Fenômeno tinha 17 anos na Copa de 94 e, apesar de não ter entrado em campo, é bicampeão mundial: por 2002 e 94.
Lembram da Umbro? Quem dividiu as camisas de 1970? É ela quem forneceu os uniformes oficiais do Brasil naquele ano. À primeira vista pode ser uma camisa simples, mas o charme são os três escudos da CBF, quase como uma sombra, no tronco da camisa. Três estrelas, três escudos ecoando e naquele mesmo ano mais um título para a conta.
1º – 1998
O primeiríssimo lugar deste ranking fica com ela: a camisa de 1998! Dessa vez, a Copa foi na França e o Brasil foi vice com um gosto muito amargo.
Pois o Brasil tem cinco títulos, mas sete finais disputadas. A dolorosa e amaldiçoada derrota em 1950 marcou uma geração e o pesadelo de 1998 também ficou na memória.
A França ganhou de 3 a 0 do Brasil, com gols de Zidane e Petit. Porém as mágoas começam antes disso. Zagallo herdou a seleção tetracampeã de Parreira com uma dupla promissora em mãos: Romário e Ronaldo.
No a comissão técnica optou por não convocar Romário naquele ano, por conta de uma lesão. O clima ficou tão sensível que Romário não perdoou Zagallo e até mesmo Zico, ídolo do Flamengo e jogador da Copa de 82 foi apontado como um dos culpados pelo corte do Baixinho.

O time ainda contava com um nome em ascensão, um rapaz de 21 anos que se tornaria um fenômeno. E assim, o sonho de 98 esmoreceu no hotel da Seleção. Pois Ronaldo sofreu uma convulsão e foi hospitalizado, horas antes da final. Ainda não se sabe exatamente o que aconteceu naquele dia, o próprio Fenômeno não se recorda.
Mas um episódio dessa magnitude deixou o atleta de fora da partida e o sonho do Penta chegaria apenas 4 anos depois.
Nem de tristeza vivemos essa copa, pois foi a primeira vez que a Nike fabricava o uniforme brasileiro. O top 1 dessa lista une muito bem o retrô e o moderno: preserva a gola “careca”, redonda e próxima ao pescoço, a dupla listra lateral e a manga com o charmoso fim em verde.
Chegamos ao fim do nosso top 10! Além dessas, o Brasil já teve muitas outras camisas, afinal, nunca estivemos fora de uma Copa. Seu comentário é muito bem-vindo: qual é seu uniforme preferido da nossa seleção canarinho?
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Escrito por Geovana Nunes I Editado por Ana Carolina Gomes


