Psicologia da Moda
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A Carne como Figurino: Por que a Moda de 2026 nos faz sentir que nunca somos “o bastante”?
Você já sentiu que, para “caber” na moda de 2026, você precisaria primeiro pedir desculpas pelo espaço que o seu corpo ocupa? Ao observarmos os desfiles de Nova York e Londres que acabaram de encerrar este mês, percebemos algo importante. A moda não está mais gritando por atenção; ela está sussurrando uma exclusão muito mais profunda e silenciosa. Se você sente que entrar em um provador ou abrir o feed se tornou uma tarefa emocionalmente exaustiva, saiba, o problema não é você. Estamos vivendo o auge de um fenômeno onde a nossa biologia é tratada como um detalhe técnico, ou seja, um obstáculo para o caimento “perfeito”. O Veredito de…
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Muito além do ‘look do dia’: Como o jornalismo investigativo apura o seu olhar para a moda
O ano de 2026 começou com novos planos e metas. Se você deseja ler mais este ano, uma recomendação fundamental é o livro Rota 66: A polícia que mata. Embora o foco aqui seja moda, a leitura desta obra é valiosa para qualquer profissional da comunicação. O jornalista Caco Barcellos investigou a atuação da Rota entre 1970 e 1992. A obra provoca revolta ao expor uma realidade de 32 anos atrás que, infelizmente, permanece atual em comunidades e áreas periféricas O jornalismo investigativo Esse livro traz um misto de sensações ao ler, diria que revolta e o maior deles. Um livro investigativo super indicado inclusive para quem está cursando jornalismo,…
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O vestir como sintoma: a pressa está atropelando o seu estilo?
Sair de casa vestida não significa, necessariamente, estar presente sob a ótica da Psicologia da Moda. Em uma rotina marcada pela urgência, muitas vezes não fazemos escolhas: reagimos apenas de forma automática ao relógio. O vestir, no entanto, poderia ser um espaço de criação e prazer. Antigamente, era como a ida a um parquinho de diversões quando éramos crianças. Hoje, contudo, virou mais um item burocrático da lista entre o café da manhã e o primeiro compromisso do dia. Vivemos em uma cultura do imediato em que o feed não para. Além disso, as notificações se acumulam e o tempo de perceber o outro, e até mesmo o próprio corpo,…







