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Chiharu Shiota entrelaça memória e espaço na 16ª Bienal de Curitiba
Quem entra no imponente Olho do Museu Oscar Niemeyer (MON) nos últimos dias é imediatamente capturado por uma névoa de linhas que desafia a gravidade e a própria percepção do espaço. Centenas de quilômetros de fios pendem do teto, criando uma arquitetura de fios que transforma completamente a experiência espacial do público. Trata-se de “Poéticas da Memória e da Matéria”, a exposição inédita da renomada artista japonesa Chiharu Shiota, um dos principais destaques que abriu as portas ao público na 16ª Bienal Internacional de Curitiba. A instalação principal, intitulada “The Space Between Us”, impressiona não apenas pela força poética, mas pelos números: utiliza cerca de 300 quilômetros de fios negros…


