Maximalismo 2026: cores, plumas e mix de estampas que dominam as passarelas
Depois do domínio das cores neutras, do Quiet Luxury e da estética Old Money, as passarelas agora celebram o excesso e a ousadia.
O lema da vez é claro: “Mais é mais, menos é chato!”
Com uma riqueza de detalhes e uma paleta intensa que resgata o chamativo e valoriza a expressão máxima do estilo.
Após uma temporada de clean girls, cores neutras, quiety luxury e bastante minimalismo, agora chegou a vez do maximalismo dominar a cena.
Estampas, plumas, texturas e cores: esses são alguns dos elementos que estão presentes na Paris Fashion Week Inverno 2026.

(Reprodução/Tagwalk Images)
As microtendências impulsionadas pela Geração Z aceleram esse retorno exuberante e por consequência, tem uma grande influência na volta da estética maximalista.
A moda para os próximos anos
Segundo as previsões da WGSN (empresa líder mundial em previsão de tendências) para os anos de 2026/27, o minimalismo cede lugar ao maximalismo, retornando com a estética dos anos 80:
“O movimento é impulsionado por um contexto de busca por escapismo, celebração e confiança, especialmente após anos de minimalismo e luxo discreto”.
A retomada de estéticas mais vibrantes e expressivas, como referências ao glamour dos anos 80 e 90, fez com que o “exagerado” se reinventasse e surgisse como posicionamento e contracultura ao “menos é mais”.

(Reprodução/Tagwalk Images)

(Reprodução/Tagwalk Images)
Alberta Ferretti: O maximalismo nas passarelas
Rowen Rose e Lorenzo Serafini na direção criativa da marca Alberta Ferretti reativam o maximalismo das décadas de 80/90, mas em vozes distintas.

(Reprodução/Tagwalk Images)
Ao apresentar uma passarela FW26 Menswear com casting misto – com homens e mulheres – Emma Rowen Rose reforça a identidade feminina da marca.
A justaposição de corpos distintos em ombros amplos, cinturas marcadas e acessórios escultóricos transforma cada look em uma performance de identidade.
Partindo de uma estética onde cada peça funciona como protagonista de uma narrativa de poder, mistério e precisão.
A diretora criativa usa a passarela como palco cinematográfico para explorar a heroína moderna, combinando o glamour de meados do século XX com uma ousadia contemporânea. O resultado é uma coleção que trata o vestir como ato deliberado, uma forma de autonomia e autoexpressão.
Lorenzo Serafini, traduz o excesso em sutileza romântica, onde camadas e tecidos contam uma história de presença e autoridade íntima. Seu conceito para a coleção FW26 Womenswear “Retrato de uma Dama” revisita a figura da heroína vitoriana para pensar a mulher contemporânea.
A proposta não é apenas estética, mas simbólica: cada peça é pensada como extensão da personalidade, reforçando que se vestir vai além do ornamento, e emoção é presença. Ele afirma:
“O que estou aprendendo sobre a mulher Alberta Ferretti é que, acima de tudo, ela se veste para si mesma. Seu poder não precisa ser declarado ou exibido. É algo intrínseco e instintivo: uma forma de se vestir que amplifica o ponto de vista da mulher, não uma imagem construída para outra pessoa. Quis traduzir essa confiança e autoridade em suavidade e movimento: em peças que sejam excepcionais, românticas e autênticas”.
Apesar de partirem de narrativas muito distintas, as duas coleções convergem a mesma ideia central, a feminilidade como força motora. Seja nos volumes esculturais, nos chiffons etéreos ou no couro estruturado, o maximalismo surge como uma linguagem para expressar presença, intenção e autonomia.


Mas, por que o Maximalismo voltou?
O retorno do maximalismo nas redes sociais e nas passarelas é um reflexo de como a moda é circular e como o espírito da época (Zeitgeist) pode influenciar as pessoas.
O termo Zeitgeist significa espírito do tempo ou época que forma o conjunto do clima intelectual e cultural do mundo, numa certa época, ou as características genéricas de um determinado período.
Durante o momento pandêmico, onde havia muita instabilidade e incerteza sobre o que iria acontecer com mundo, tornou-se visível o quanto a estética minimalista cresceu a partir do pós-pandemia e a busca por um corpo cada vez mais saudável e forte virou sinônimo de controle e de estabilidade.
Após uma era de rotinas sistemáticas e intensas pela busca do regrado e equilibrado no dia a dia, o maximalismo entra como um suspiro em meio a rigidez.
Segundo os dados de pesquisa do Tagwalk (The Fashion Search Engine) o Retro Knit, Silver, Animal Print e Preppy estão entre os termos mais buscados. Ou seja, significa que essas estéticas estão aparecendo com força nas passarelas e nos looks das coleções Fall/Winter 2026.
O tricô traz textura e nostalgia, o animal print reafirma a ousadia dos anos 80/90, o prata traz conotação de modernidade e tecnologia e o preppy surge repaginado, com proporções exageradas e luxuosas. Juntos, eles mostram que o excesso voltou a ser linguagem de estilo e expressão.
Entendido?! Então agora vamos às dicas: Como ter um guarda-roupa maximalista?
- Aposte nos volumes: ombros estruturados, saias amplas e mangas bufantes são a base do maximalismo.
- Misture texturas: combine chiffon, couro, veludo e cetim em um mesmo look para criar impacto visual
- Use cores intensas: paletas fortes, vermelhos profundos, tons de joia e preto dramático que reforçam a estética.
- Dê protagonismo aos acessórios: chapéus de aba larga, bolsas estruturadas e invista em muitos colares, anéis e pulseiras (quanto maior e mais diferentes, melhor!).
- Brinque com referências: traga elementos de diferentes décadas da moda, como os anos 80 ou até 60/70 para o presente, sem medo de ousar nas sobreposições. Busque muitas referências em revistas, arquivos digitais na internet de desfiles antigos ou no próprio Pinterest.
Mas, acima de tudo, o importante é se divertir no processo, se autoconhecer e ser a sua versão mais autêntica. Por isso vou deixar um moodboard que fiz para vocês se inspirarem e criarem looks lindos e estilosos.
Até a próxima matéria fashionalistas!

Escrito por: Yasmim Azevedo| Editado por: Alice Maria


