A longevidade está na moda
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COMO A LONGEVIDADE ESTÁ TRANSFORMANDO A FORMA DE VIVER

O aumento da expectativa de vida está modificando como a sociedade brasileira encara o envelhecimento. No Rio de Janeiro, onde a população 60+ ganha cada dia maior representatividade, a longevidade também se relaciona a novos hábitos, formas de socialização, cuidados com a saúde, bem-estar, consumo e qualidade de vida.

Foto: Reprodução/ Pexels João Godoy

O envelhecimento é um processo contínuo, gradual de alterações naturais que começam na idade adulta. No final dessa etapa, muitas funções corporais começam a declinar. O envelhecer é se tornar uma versão melhorada do que cada pessoa foi ao longo da vida, afinal, os anos trazem mais maturidade, sabedoria, experiência e bom humor. Durante muitos anos, a velhice foi considerada como a 3ª e última etapa da vida. Segundo projeções do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), em 2070 quase 4 em cada 10 habitantes terão 60 anos ou mais.

A ciência confirma que o desafio perante o tempo não é permanecer jovem, mas continuar vivo por inteiro. A medicina afirma que, cuidando do cérebro, da saúde como um todo, as pessoas poderão aprimorar a memória, o raciocínio, e a capacidade de aprender .

E, com essas transformações, a geração 60, 70+ está cada vez mais ativa e atuante nas redes sociais, no mercado de trabalho, consumindo mais produtos e serviços, fazendo com que a economia da cidade já observe uma melhora.

Para a modelo Célia Duque, moradora de Nova Iguaçu, modelo de 61 anos, agenciada por @Arteshowmodel e ganhadora do prêmio Mrs. RIO DE JANEIRO WORLD 2026:

Célia em um desfile sobre sustentabilidade. Vestido feito de jornal. Foto:@leorozariofotografia

“As mulheres 60+ estão ocupando cada vez mais espaços e mostrando que a idade não precisa limitar os nossos sonhos e escolhas. Ainda existem muitos preconceitos, mas temos liberdade para nos posicionar e mostrar quem somos. Viver essa fase com autonomia e autoestima é continuar fazendo aquilo que gosto, cuidando de mim e tendo coragem de experimentar coisas novas”, afirma Célia.

Pode-se afirmar que a Internet ajudou a colocar a velhice e a longevidade nesse novo patamar. Os “novos idosos” estão nas academias, bares, teatros, faculdades e muito mais.

“A moda e o trabalho como modelo representam uma forma de mostrar que as mulheres 60+, continuam tendo espaço, desejos e capacidade de realizar. Ainda existe muito etarismo, e percebo que as marcas, principalmente na Baixada Fluminense, ainda têm dificuldade de enxergar o potencial do perfil maduro. Eu acredito muito que perfil maduro vende, porque somos consumidoras reais, ativas e temos poder de escolha”, conclui Célia Duque.

Para Neide Lúcia de Almeida, mãe, mulher, avó, moradora de Niterói, 64 anos e doutora em Sistemas de Gestão, Consultora e Professora Multidisciplinar::

“Estar ativa nessa fase da vida é motivo de muito orgulho, um privilégio!! Trabalho com o que gosto, lidando com pessoas de todas as idades (meu aluno mais novo tem 9 anos e a mais velha já está com 88!), usando não apenas o meu conhecimento, mas também estudando, criando e inovando sempre”, afirma.

Neide em sua galeria ReservArt. Fotos by Ulisses Franceschi

Neide acredita que a longevidade está transformando a maneira como as pessoas enxergam a vida depois dos 60 anos.

“Hoje, fica difícil acertar a idade de muitas pessoas quando chegam aos 50, 60. Os recursos disponíveis são muitos, o avanço da ciência, o acesso à informação, as atividades físicas, o cuidado com o equilíbrio emocional e mesmo a busca pelo desenvolvimento da espiritualidade… Isso sem falar na facilidade de deslocamento e planejamento de viagens domésticas ou internacionais, no acesso à cultura, momentos de lazer e de socialização. Para muitos, os 60 são passaporte para uma etapa especial da vida que não merece ser desperdiçada”.

Na opinião da Dra. Cristiana Grande de Sá Freire Torres, médica ortomolecular,

“O envelhecer bem é voltar ao essencial. Consumir comida de verdade, não as que são oferecidas pela indústria, utilizar gordura boa, como azeites e banha de porco, dar prioridade as proteínas, realizar exercícios para fortalecer os músculos e a manter a interação na comunidade, os laços de amizade.

Fora da alimentação, os pilares seguem sendo exposição ao sol e o sono de qualidade. O corpo precisa de estímulos variados — não só academia, mas andar descalço, carregar peso, agachar, alongar. O sol regula o ritmo circadiano e produz vitamina D, essencial para imunidade e humor. E o contato com pessoas que nos fazem bem é tão crucial quanto qualquer exame médico.

Evitar o que a indústria inventou nos últimos cem anos e confiar no que sustentou a humanidade por milênios” finaliza Dra. Cristiana.

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Escrito por Rafaela Grande I Editado por Ana Carolina Gomes 

Sou jornalista e assessora de imprensa. Adoro contar boas histórias. Gosto de escrever sobre moda, sustentabilidade e empreendedorismo.

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