Erdem homenageia Maria Callas para temporada outono/inverno da London Fashion Week 2024
Em mais uma homenagem a artista, Erdem explora os contrastes entre a vida profissional e pessoal da soprano greco-americana Maria Callas
A marca britânica Erdem, fundada em 2005 por Erdem Moralioglu, escolheu pela segunda vez a artista Maria Callas como inspiração para uma nova coleção. Dessa vez, para temporada outono/inverno da London Fashion Week 2024, os looks exploram o espetáculo Medeia, de 1953, que marcou a carreira da artista homenageada.
“Para o Outono Inverno 24, ocuparemos os nossos lugares em 1953 para uma performance que definiu a carreira de Medea, de Maria Callas. A produção foi como uma alquimia. Callas não desempenhou o papel; ela habitou uma persona com tanta força que a fronteira entre artista e performance desapareceu”, diziam as notas do desfile.
Assim, para construir essa narrativa nas passarelas, Erdem apresentou uma coleção marcada por contrastes. As silhuetas clássicas dos anos 1950 foram combinadas a drapeados gregos com plumas, tricô e texturas felpudas e volumosas.
A feminilidade ganhou destaque na escolha das cores, dos tecidos leves e das estampas florais.
A dualidade de Maria Callas por Erdem
Contudo, Erdem também finalizou vestidos e saias florais com pinceladas à mão, “Achei tão interessante esse contraste entre a silhueta perfeita dos anos 1950 e a pintura grosseira das linhas do corpo”, disse o estilista aos jornalistas no desfile. “Brinquei com serigrafia, mas talvez esta seja a primeira vez em que peguei algo acabado e perfeito para pintar por cima, quase profanando aquilo”, completou.
Os looks buscaram explorar o mito de Medeia com os contrastes da vida de Maria Callas, uma figura icônica dos palcos e a mulher comum, com seus dramas e tragédias pessoais.
A dualidade entre o perfeito e imperfeito se encontra na composição da coleção, que vai desde um vestido vermelho bordado a um pijama. Assim como na beleza, em coques foram finalizados com redes, fazendo referência aos bastidores do teatro.
Do mesmo modo, a complexidade da coleção resultou de um estudo feito em colaboração com a Royal Opera House, de Londres, e o Museu Benaki, em Atenas. O estilista também se aprofundou no trabalho de Christian Bérard, ilustrador de moda que desenhou cenários para a Comédie-Française e os balés russos.
“Eu estava observando diferentes artistas que trabalharam nesse mundo de criação de cenários de teatro e como isso parece muito mais refinado à distância e, de perto, é muito mais ingênuo e gráfico.” disse a Vogue britânica.
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Escrito por: Victória Abreu | Editado por: Isabella Messias
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