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Worst Girl in America: Seria o novo álbum da cantora Slayyyter o novo Brat?

Em 27 de março de 2026 a cantora Slayyyter lançou seu tão aclamado álbum pela cultura pop: “Worst Girl in America“. A cantora tem ganhado cada vez mais detaque na indústria musical e nas redes sociais por conta de seu visual bagunçado com toque de glamour (messy), barulhento e autêntico. Worst Girl in America vem sendo comparado ao álbum Brat de Charli XCX por conta de similaridades estéticas e principalmente por conta da sonoridade musical e do arquétipo irreverente, o qual as marcas registradas das obras são os cenários do visual clubber caótico presente nos clipes.

Reprodução/Instagram

MAIS AFINAL, QUEM É SLAYYYTER?

Catherine Grace Garner, nascida em 17 de setembro de 1996, conhecida profissionalmente como Slayyyter foi criada no Missouri, subúrbio de St.Louis. Durante sua infância sua mãe apresentou artistas como The Beatles, The beach Boys, Michael Jackson e Elton John, sendo esse último uma inspiração para seus futuros figurinos. Durante sua adolescência ouvia muitos artistas que viria a ser uma grande fonte de referências e inspirações, como: Britney Spears, Timbaland, Nelly Furtado, Madonna, Lady Gaga e diversos outros que influenciaram seu estilo musical. A cantora após o Ensino Médio, passou um ano na Universidade do Missouri, onde começou a criar música lo-fi dos anos 80 que ela mesma produzia, porém, não publicava.

Ela largou a faculdade em 2016 e passou a trabalhar em variados empregos para sustentar sua carreira musical e durante esse processo surgiu o nome atual da cantora, seu nome artístico é referência ao sobrenome de Ron Slater, personagem do filme Dazed and Confused, de Richard Linklater. A partir de 2018 que tudo mudou quando ela conheceu sua principal colaboradora, Ayesha Erotica, pelo Twitter. O single de estreia “BFF”, lançado nesse ano foi o ponto de partida, depois o single “Mine” viralizou com um trecho de 14 segundos no Twitter, chegando ao número 38 na parada pop do iTunes dos EUA em menos de 24 horas.

WORST GIRL IN AMERICA

Reprodução/Instagram

O álbum tem ganhado cada vez mais notoriedade nas redes sociais, principalmente na comunidade de fãs dos gêneros musicias Hyperpop e Eletropop. Avaliado pela Pitchfork a obra recebeu um 8.2 e pela Metacritic um 8.5, além de ser agraciada com o selo “BEST NEW MUSIC”. Com referências a estética tumblr girl e ao indie sleaze, a cantora traz referências visuais que lembram a era pop dançante de 2010 no qual a cantora Ke$ha foi um dos nomes mais marcantes dessa época, impactando o visual de toda uma geração e sem dúvidas moldou futuros artistas como Slayyyter. Além de se apropriar da cultura pop dos anos 2000 (como em sua faixa Brittany Murphy), descreve seu som como uma retomada da música indie-eletrônica que ela ouvia no seu iPod (iPod music) durante a adolescência. De acordo com o crítico musical Harry Tafoya para Pitchfork: “Com cheiro de borracha queimada e spary corporal de shopping, o novo álbum barulhento e selvagem provocador pop mergulha de cabeça no antagonismo das pistas de dança”.

SE A OBRA NÃO VIRALIZA, ELA NÃO EXISTE?

Reprodução/Instagram

Após os avanços tecnológicos e a ascensão das mídias sociais, atualmente a forma como as coisas são reconhecidas é diferente de como era a 10 anos atrás. Em pouco tempo o algoritmo conseguiu impactar a maneira como nós nos relacionamos com a vida como um todo. E obviamente a indústria musical não iria ficar de fora dessa mudança. Hoje em dia é perceptível o quanto as redes sociais tem um grande poder de mobilização e repercussão e que por conta disso acaba que muitas obras passam desapercebidas enquanto não são reconhecidas na internet. Não poderia deixar de fora e salientar que Worst Girl in America vai além do ritmo barulhento enérgico, é também um retrato da última tentaiva, do último suspiro. A cantora passou anos produzindo música de forma independente, construindo uma base fiel no Stan Twitter e no Soundcloud, nichos que o mainstream ignorava.

Foi ali que sua base inicial se formou, fãs que tinham o mesmo saudosismo, a mesma ironia, a mesma relação com a cultura pop como língua própria. Sem nenhum apoio de gravadora, sem nenhuma campanha de marketing, Slayyyter construiu uma identidade artística reconhecível e uma comunidade real. O álbum chegou em um momento em que a mesma já havia sinalizado exaustão com a indústria. Feito com a consciência de quem pode estar se despedindo. Ela própria declarou que, enquanto gravava, considerava a possibilidade de que aquele fosse o último álbum que faria. A obra inteira funciona como um balanço brutal da carreira: a persona destruída, a ilusão da fama pop americana escancarada. Fazer arte de verdade, numa indústria que só reconhece o que converte, é um ato quase irracional.

O álbum não é um pedido de desculpas, não é uma tentativa de agradаr, é o oposto. É Slayyyter decidindo, pela primeira vez sem concessões, fazer música para si mesma, mesmo que isso signifique perder. E paradoxalmente, é exatamente aí que ela ganha. Talvez a única obra que vale a pena fazer seja aquela que você faria mesmo sabendo que ninguém vai ver.

E agora? Ficou interessado no álbum? Espero ter te convencido a dar uma chance para a artista!

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Escrito por Yasmim Azevedo I Editado por Ana Carolina Gomes 

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