
Victoria’s Secret Fashion Show: O Retorno
Se você foi uma adolescente que sonhava em ser modelo nos anos 2010, essa publicação é para você. A última terça parecia que iria nos levar de volta a sentimentos, sensações e sonhos que por muito tempo algumas de nós – eu inclusive – cultivamos. Ao mesmo tempo, o desfile de retorno da Victoria Secrets Fashion Show foi atravessado pelas novidades que a indústria do entretenimento sofreu nos últimos anos. Desde corpos gordos, rostos novos e ícones da música que fazem a cabeça das multidões. O desfile foi bom, mas quando terminou eu pensei que poderia ser melhor.
O Show
Victoria’s Secret sem atrações musicais de tirar o fôlego, não é Victoria’s Secret. Dito isso, uma das cantoras do Black Pink, Lisa, deu o pontapé no show. Ao som de “Rockstar”, sua música mais recente, a artista entregou uma performance de arrepiar. Contudo, ao final da primeira música, dava para perceber que ainda não tínhamos engatado, mesmo que no tranco, a energia que os desfiles da VS transmitiam. Era como ter aquela sensação de correr, correr e nunca chegar. Todos que viveram o auge da marca entendem o que quero dizer: sentamos à frente da TV para reviver memórias e estávamos em busca disso, embora estivessemos abertos ao novo que provavelmente chegaria, mas parece que remontar o passado enquanto construímos um futuro não é tarefa fácil.

Tyla, serviu tanto quanto as modelos. A cantora apresentou mais uma vez o seu carisma enquanto cantava hits como “Water”, que se tornou viral e ganhou atenção de todos, mas principalmente em redes como o Tik Tok.

A essa altura, as modelos passavam pela passarela, que perdeu sua característica principal: os glitters espalhados. Essa descaracterização daquilo que conhecemos ajudou fortalecer a admiração por parte de alguns, enquanto que outros tinham o sentimento de frustração aumentado.
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A Coleção

Asas e sensualidade não faltaram. As lingeries eram lindas e as modelos, nem se fala. Alessandra Ambrósio, Adriana Lima, Gigi e Bella Hadid, Candice Swanepoel e Imaan Hammam, estavam entre as modelos mais requisitadas da noite.

No Instagram Oficial da VS é possível acessar conteúdos exclusivos com todas as modelos que participaram do evento.

A marca levou a sério a ideia de relembrar o passado ao introduzir na passarela ícones do mundo da moda, como Kate Moss e Carla Bruni. Por outro lado, não tivemos nem sinal de Gisele Bundchen ou Naomi Campbell.

O clássico pijama listrado na cor rosa e rendas, apareceram na coleção. Corsets, vestidos com fendas enormes e capas longuíssimas, como as utilizadas por Bella Hadid, também deram as caras e confesso – imparcialidade desligada – a produção da Hadid morena foi a minha favorita.

A Hadid loira, vulgo Gigi, ficou com a grande responsabilidade de abrir o desfile, enquanto que Tyra Banks, foi a última beldade a pisar no local. A respeito disso, alguns amaram a escolha, outros nem tanto.

A Gigi enfrentou algumas dificuldades para carregar suas asas, estava pesado e a gata não conseguiu disfarçar com a graça que estávamos acostumados. Por outro lado, carregar muitos quilos, entregar sensualidade, carisma, e tudo mais que o mundo esperava, não deve ser o trabalho mais simples.
Para Resumir…

Eu cresci admirando Adriana, Gisele, Alessandra, Ana Beatriz Barros e companhia, então, para mim e muitas como eu, é difícil definir o que assistimos nessa semana que passou. Foi bonito, mas poderia ser mais. Esperávamos um espetáculo e não posso dizer que recebemos. Os tempos são outros, sabemos, os anos 2000 já passaram, mas ficou evidente que aquele glamour que incendiou o imaginário da marca e, por consequência, o evento, não foi retomado. “O que a Victoria’s Secret se tornou?” é a pergunta que fica, não como uma crítica, mas como um questionamento diante dessa nova era que ainda não parece definida.
Escrito por: Isabella Jacoud | Editado por: Mafê Bazalia

