Feira da Indústria FIEC contará com sala imersiva inédita e desfile conceitual
A primeira edição da Feira da Indústria FIEC tem como tema “A indústria conectada ao seu dia a dia”. O evento contará com uma sala imersiva inédita e desfile conceitual em sua abertura. O desfile conta com a curadoria do renomado diretor criativo, Cláudio de Santana e, é assinado pelo estilista Ivanildo Nunes.
A feira acontecerá nos dias 9 e 10 de março de 2026, no Centro de Eventos do Ceará – Av. Washington Soares, 999 – Edson Queiroz.

A Feira da Indústria FIEC 2026 chega com um objetivo claro, mostrar à população como a produção industrial está presente no cotidiano — do alimento à construção, do vestuário à energia. A programação é voltada à integração, negócios e inovação.
O evento está organizado em seis ilhas temáticas: Indústria Alimentícia, Moda Produtiva, Indústria Construtiva, Indústria Mecânica, Energia e Química, Indústria da Impressão e Insumos e, Institucional. Já na primeira edição, a estimativa de público é de 80 mil pessoas.
Do alto luxo da Balenciaga, para as passarelas do nordeste do Brasil
Direto de um dos maiores produtores têxteis do Brasil, a feira reunirá 20 desfiles em parceria com 39 sindicatos do eixo da moda que marcarão presença. A proposta é criar um ambiente de imersão que combine efeitos de luz, som e recursos audiovisuais, aproximando o público de um formato mais experiencial do que convencional.
Leia também: Moda e identidade nacional nas Olimpíadas de Inverno da Itália
O diretor artístico do projeto, Cláudio de Santana, conta que a ideia nasceu do desejo de trazer ao Ceará uma linguagem de desfile ainda pouco vista por aqui. “A ideia surgiu a partir de um desfile da Balenciaga que foi bem imersivo. Eu já queria fazer uma sala dessa há muito tempo, mas não tínhamos um recurso técnico e investimento”, diz. Para ele, o objetivo é que a sala funcione como um espaço que envolva o público por completo. “A ideia era ser imersiva não só no visual, mas também na luz, no som. Eu queria transformar o desfile em uma experiência audiovisual sônica. É uma imersão dentro da moda. Também é uma experimentação em que queremos ativar os cinco sentidos”, explica.
Onde moda e tecnologia se encontram
O responsável pelo grande desfile de abertura, Ivanildo Nunes, trará uma coleção com cerca de 30 vestidos com a missão de traduzir a estética do mundo industrial, em moda. A promessa é de peças autorais e totalmente inovadoras. Utilizando materiais e técnicas inusitadas, o estilista pretende surpreender o público e renovar o olhar sobre a relação entre design, tecnologia e contemporaneidade.
O conceito do desfile foi pensado para dialogar com as seis ilhas temáticas do evento, criando uma coleção em que cada núcleo representará, de alguma forma, um segmento da indústria. A intenção é que as peças traduzam essa conexão como narrativa. E exponham que a moda como linguagem é capaz de costurar diferentes áreas produtivas em um mesmo discurso.
Em seu desenvolvimento criativo, Ivanildo Nunes aponta que a Feira abre espaço para testar caminhos onde moda e tecnologia se encontram. Inclusive na construção das peças. “Dentro da concepção dos desfiles estamos tentando criar algumas inovações para mostrar essa junção de tecnologia com moda”, afirma.
Ele cita a busca por parcerias com instituições como o SENAI, para incorporar recursos tanto nos efeitos visuais quanto na produção. “Nesse momento eu começo a ver a possibilidade, porque muito do meu trabalho é manual e aqui consigo ter mais agilidade e desenvolver mais ideias. Isso é interessante porque mostra que moda e tecnologia se conectam nesse grande movimento que é a feira da indústria”, completa.

Além de Ivanildo Nunes, a Feira da Indústria também contará com desfiles autorais dos estilistas Kallil Nepomuceno, Vitor Cunha, Bruno Olly, Lindebergue e Ana Beatriz (Açude). Que traduzirão outros segmentos industriais em looks na passarela.
Furando a bolha das passarelas
Para Paulo Rabelo, presidente do Sindicato das Indústrias de Confecção de Roupas de Fortaleza (Sindroupas), a feira quer evidenciar que a moda não se resume ao produto final. “A moda vai mostrar para além da roupa, vai mostrar tecnologia e como ela nasce, do plantio do algodão até como ela é costurada”, afirma. Na avaliação dele, a proposta também ajuda a “tirar o setor da caixa”, abrindo espaço para conexões com outras áreas. E reforçando a moda como parte estratégica de um ambiente de negócios e inovação.
Cláudio de Santana defende que esse movimento tem impacto direto na cena local. Especialmente quando a entrega mira repertório, permanência e oportunidades. “O evento não é só um evento. É um ecossistema que liga diversas pessoas. Não é só um desfile. Ele ajuda toda uma base de novos profissionais da área na cidade. Fazendo isso constantemente, eu retenho o talento local”, afirma.
E ainda, por meio de recursos digitais, o público do evento poderá interagir diretamente com os looks da passarela. Uma das ativações previstas, permitirá que os participantes “experimentem” virtualmente as roupas exibidas. Fazendo com que os visitantes sejam mais do que espectadores.
Reforçando ainda a cultura local, o evento contará com intervenções artísticas da artista plástica e designer Socorro Silveira. O foco é a arte sustentável e será possível encontrar ações espalhadas pela Feira. Ampliando a leitura visual do espaço e da proposta do projeto.
Ficou curioso pra saber mais? Pra ficar por dentro das novidades sobre a Feira e conteúdos do mundo da moda, não deixe de acompanhar o Fashionlismo!
Escrito por Eduarda Nunes I Editado por Ana Carolina Gomes


