O retorno da beleza natural e dos corpos magros
Algo longo, a moda, a cultura e a estética se reinventam. Sabemos que, entre as culturas asiática, europeia e americana, o padrão magro, mulheres com roupas mais discretas e o luxo quase sempre foram o padrão, mas já houve épocas em que um corpo mais volumoso, com curvas, uma barriga levemente inchada e cabelos mais volumosos eram tendência. Exemplos disso foram as princesas europeias e a própria Marilyn Monroe.

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Mas, nos últimos anos, a tendência da maquiagem superproduzida, do cabelo sempre escorrido e das roupas com superprodução tomou conta. Corpos sempre malhados e procedimentos estéticos também passaram a fazer parte desse padrão. Quase todo mundo começou a ter o mesmo rosto.

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Depois, veio a era da inclusão, em que todos os tipos de cabelo e corpos começaram a ter seu lugar de destaque.
Agora, retornamos à era da naturalidade, mas com ajustes saudáveis. A valorização do cabelo ondulado, mesmo que tenha mais frizz, das sardas e de peles que preferem skincare e procedimentos preventivos, em vez de mudanças, começa a ganhar força. Também há uma valorização dos corpos magros e saudáveis, construídos por meio da valorização do próprio corpo natural, com dietas saudáveis e atividades físicas.
Corpos magros: Toda tendência tem seu risco
Mesmo com alertas aos exageros e cuidados extremos, algumas pessoas podem ficar obcecadas para atingir um padrão e um corpo que não fazem parte da sua estética e acabar utilizando métodos danosos, como remédios para emagrecer, canetas emagrecedoras e dietas mirabolantes.
Então é importante lembrar que respeitar sua genética e a estrutura do seu corpo também é saúde. Para emagrecer ou atingir determinado objetivo, é importante respeitar seus limites, procurar acompanhamento médico para construir uma dieta saudável e praticar atividades físicas.

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A nutricionista Sueli Longo ressalta que uma rotina saudável deve envolver alimentação adequada, prática regular de atividades físicas, boa qualidade e quantidade de sono e controle do estresse. Segundo a especialista, esses são pilares importantes para a qualidade de vida.
Os corpos magros saudável não podem ser construído de forma artificial
Para eliminar o máximo possível de massa gorda e gordura abdominal, é necessário treinar e se alimentar bem. Não é sobre se privar de forma dolorosa e usar meios prejudiciais à sua saúde, como canetas emagrecedoras e remédios que, a longo prazo, podem fazer mais mal do que bem.
Cuide da sua saúde antes de cuidar da sua estética.
O natural é belo e saudável, sem grilo
É lindo ver pessoas reais aceitando suas sardas, seus cabelos com frizz, não sendo mais dependentes da maquiagem o tempo todo e preferindo gerenciar o envelhecimento com atividade física, alimentação saudável, skincare e tratamentos preventivos, em vez de buscar resultados rápidos, mas sem garantia de qualidade de vida.

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Entrevista sobre o tema, com a estudante de Psicologia, Thaís de Jesus.
Talita Motta: Estamos vivendo o retorno da valorização dos corpos magros como padrão estético?
Thaís de Jesus: Não creio que a palavra retornada da valorizaçao de corpos magros como padrão estetico seja a melhor palavra para descrever esse processo. Afinal, o que mais se vê é a deformizacao dos corpos, não é um padrão estetico saudavel, e a busca por uma perfeição que não existe, e magro não foi em todas as epocas o padrão estetico de beleza, para isso temos a história para nos provar.
Talita Motta: Por que a beleza natural voltou a ganhar força neste momento?
Thaís de Jesus: Não creio que a beleza natural ganhou força, talvez apenas em alguns pequenos grupos, mas como a busca por um padrão estetico inalcansavel também causa cansaço e frustação, creio que aderir a menos estética e mais vida, seja um forma de encontrar leveza do cansaço do cotidiano.
Talita Motta: Como a valorização dos corpos magros se relaciona com a estética natural?
Thaís de Jesus: Acho que essa pergunta é um tanto infeliz ou pretenciosa. Valorizacao de corpos magros e estética natural, não tem em si uma ligação como pensamos, ser magro não quer dizer ser saudavel, o nome estetica natural parece quee remeter a algo saudavel, quando não é esse de fato o que aconteece. Corpos magros podem ser tão adoecidos quanto os gordos. Recomendo leitura sobre corpos dissetentes.
Talita Motta: O que aconteceu com a valorização da diversidade corporal dos últimos anos?
Thaís de Jesus: Eu vi com bons olhos a diversidade, porém não foi tão aceito para a maioria da população. O corpo magro ainda é muito superestimado em nossa epoca.
Talita Motta: Qual é o papel das redes sociais e dos algoritmos na popularização dessas tendências?
Thaís de Jesus: Papel de muita relevancia, nossos corpos estão expostos e estamos expostos a outros corpos, a tendencia é seguir uma manada. A busca por um corpo magro, me parece ter haver com pertenciamento, para além da valorização. Pertencer, ser escolhido, ser referencia… tudo isso engaja na internet e movimenta a economia, pois posso tanto vender quanto comprar.
Talita Motta: Como o mercado da moda e da beleza tem respondido a esse movimento?
Thaís de Jesus: Creio que criam esse movimento e tendencias.
Talita Motta: A ideia de uma beleza “natural” pode criar novas cobranças estéticas?
Thaís de Jesus: Creio que sim, afinal para ter um corpo natural também é preciso investir em boa alimentação, sono, e exercicio. O natural não e ausencia de nao querer está bonito, mas parecer naturalmente bonito, e nem todos tem acesso a qualidade de vida, acaba que gera certa frsutação com qualquer padrão inalcansavel.
Aceitar-se faz parte do amadurecimento. Cuidar-se com consciência é gestão de inteligência e beleza.
Escrito por: Talita Motta | Editado por: Flávia Pereira


