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Arte em movimento: A fusão da da cadeira de rodas e alta custura

O Met Gala 2026 passou, mas tem algo que para os PCDs será difícil passar: a imagem Aaron Rose Philip, uma modelo que se consolidou como ícone da moda ao cruzar o tapete vermelho com uma criação exclusiva que integrava sua cadeira de rodas ao conceito da obra. A modelo, conhecida por ser a primeira mulher negra, trans e com deficiência física a assinar com uma grande agência, trouxe para o tema “Fashion is Art” uma interpretação poderosa sobre a autonomia do corpo. Sua presença não foi apenas um momento de visibilidade, mas uma declaração política de que a alta moda deve ser pensada, desde a sua concepção, para abraçar a diversidade funcional com elegância e impacto visual.
Um movimento que vinha ganhando força nos últimos anos: a acessibilidade e a representatividade PCD (Pessoas com Deficiência) deixaram de ser “exceções” para se tornarem protagonistas da maior noite da moda mundial.

Com o tema “Costume Art” e o dress code “Fashion is Art”, a escadaria do Metropolitan Museum of Art em Nova York serviu de moldura para corpos que desafiaram as proporções clássicas da arte ocidental.
O tema deste ano propôs uma reflexão sobre a representação do corpo na arte ao longo de 5 mil anos. Designers como Schiaparelli e Iris van Herpen lideraram o caminho ao colaborar com modelos e ativistas PCD, integrando dispositivos de assistência (como próteses e cadeiras de rodas) como extensões artísticas do próprio look.

Vimos próteses moldadas em metal dourado e pedrarias, transformadas em verdadeiras esculturas que dialogaram com o surrealismo da exposição. A organização do evento reforçou as adaptações estruturais, garantindo que a entrada triunfal fosse fluida para todos os convidados, independentemente da mobilidade.

Embora a lista de convidados seja sempre exclusiva, o impacto de ver modelos com deficiência ocupando o mesmo espaço que a elite de Hollywood reforça que a moda, como arte, deve ser universal.
Diferente de anos anteriores, onde a inclusão às vezes parecia performática, em 2026 a presença PCD no Met Gala foi marcada pela naturalidade e pelo luxo. As roupas não foram feitas apenas para “caber”, mas para exaltar a identidade de quem as vestia, provando que a acessibilidade é, em si, uma forte representação da alta costura.

Agora fica a torcida para que essa inclusão tenha chegado para ficar de vez não só no Met Gala, mas na alta costura.

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Escrito por Luana Rose I Editado por Ana Carolina Gomes 

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