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Pantone: Ser colorido é o novo alternativo?

À medida que o minimalismo se impõe como padrão cultural, uma nova contracultura emerge, questiona e ressignifica o alternativo enquanto identidade, expressão e pertencimento. Um movimento que traz diálogo e uma resposta direta à cor Pantone, Cloud Dancer, e sua promessa de neutralidade em 2026.

Reprodução: Instagram/ @blackgirlsincolor

Alternativo x Minimalismo: De fato o menos é mais?

Não é novidade que a preferência estética contemporânea tem se afastado, cada vez mais, de estampas e cores vibrantes. Embora o universo da moda, assim como as subculturas e contraculturas, se transforme de forma natural e cíclica, torna-se pertinente refletir: em que momento uma caneca do personagem favorito deixou de ser “cool” para dar lugar a um copo térmico em tom rosa pastel?

Em um mundo saturado de excessos visuais, símbolos e cores, a busca por um visual “limpo”, e pela ideia de organização ganha força e passa a orientar comportamentos que não só embasam a escolha da Pantone pela cor Cloud Dancer em 2026, como também abrange mudanças no estilo de vida, isto é, desde a remoção de tatuagens até a redecoração dos móveis da casa. Assim, a máxima “menos é mais” deixa de ser apenas uma expressão popular e passa a assumir um sentido literal, cultural e comportamental do que vivemos hoje.

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Porém se engana quem acredita que a escolha da cor Pantone, traduz somente o minimalismo e a persona viral da Clean Girl aesthetic. Sob outra ótica de análise, em um contexto onde o padrão e as tendências apontam para a neutralidade, o alternativo paralelamente se modifica e caminha para o lado oposto, trazendo uma identidade mais colorida, vibrante e cheia de simbologia.

A cultura alternativa sobrevive ao minimalismo?

Como aponta a influenciadora de moda alternativa Barbie Under em suas redes sociais, hoje pessoas que carregam na própria identidade símbolos nacionais, originários ou periféricos acabam se aproximando muito mais da ideia de contracultura e resistência. Em contraste, por exemplo as subculturas alternativas que marcaram época dos anos 2000, como a estética gótica, que não ocupam o mesmo lugar de ruptura no imaginário atual.

Reprodução: Instagram/@cyberfaixa

Ademais, a influenciadora também destaca que, em um contexto em que o consumo é cada vez mais guiado pelo minimalismo, aqueles que desenvolvem um olhar crítico sobre esses padrões, compreendem seus impactos no estilo de vida e, ainda assim, escolhem ir contra o “efeito manada” em nome da própria autenticidade, provam que a cultura alternativa segue viva.

Em resumo, essa leitura nos mostra que o minimalismo, apesar de dominante, também representa a transformação da cultura alternativa. Enquanto a neutralidade se consolida como padrão estético e comportamental, o alternativo se desloca, ganha novas formas e reafirma seu papel como espaço de resistência, identidade e autenticidade. Mais do que escolher entre o “menos” ou o “mais”, o debate revela uma tensão constante entre padronização e expressão individual, provando que o alternativo não desapareceu, ele apenas mudou de lugar.

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Escrito por Madu Sousa I Editado por Ana Carolina Gomes

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