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Moda e identidade nacional nas Olimpíadas de Inverno da Itália

Enquanto a Itália respira moda com mais uma edição da Fashion Week em 24 de fevereiro, o país também é palco de um dos maiores eventos esportivos do mundo: as Olimpíadas de Inverno na Itália

Popularmente conhecida como a capital do design, Milão divide o palco desse evento com Cortina d’Ampezzo, conhecida por ser uma famosa estação de esqui.

Em meio à disputa por holofotes em um país reconhecido mundialmente como uma das quatro capitais da moda, apresentamos a análise dos figurinos de Haiti, Mongólia, Brasil e Itália. Pela perspectiva de como cada delegação utiliza a moda nas Olimpíadas de Inverno como ferramenta de identidade, estratégia e posicionamento no cenário global.

Haiti nas Olimpíadas de Inverno: Stella Jean e a força da identidade caribenha

O Haiti é representado por um figurino assinado por Stella Jean, estilista e designer reconhecida por unir alfaiataria italiana e herança cultural caribenha.

O uniforme haitiano se destaca por cores vibrantes inspiradas na bandeira do Haiti. Além de apresentar estampas que dialogam com a cultura, o design foi inspirado na obra do pintor haitiano Édouard Duval-Carrié, focando na figura de Toussaint Louverture, líder da revolução haitiana.

A grife também assinou o figurino para as Olimpíadas de Paris em 2024. Mantendo o mesmo discurso, ou seja, optando por reforçar a identidade cultural do país, colocando-a à frente da visibilidade internacional.

Mongólia nas Olimpíadas de Inverno: Goyol e a tradição nômade

Reconhecida por enfrentar invernos severos, a Mongólia traduz sua rica herança histórica em vestuário esportivo durante as Olimpíadas de Inverno de 2026. Para isso, utilizará a marca Goyol como responsável pelos figurinos da delegação.

Os figurinos apresentam referências ao deel, traje tradicional mongol, com bordados e padrões inspirados na cultura nômade. Além disso, o país se destaca apresentando um design que une a imponência estética e proteção térmica com sua tecnologia têxtil.

Brasil nas Olimpíadas de Inverno: identidade tropical em clima extremo

A decisão da Moncler de vestir o Brasil nas Olimpíadas de Inverno transcende uma mera colaboração comercial. Dessa forma, trata-se de uma ação estratégica que liga a moda de luxo, o desempenho esportivo e a criação de uma imagem global.

Um dos destaques é a aplicação das cores verde, amarelo e azul em peças de alto rendimento e design esportivo com um forte apelo visual e cultural.

Além disso, o que poderia ser mais exclusivo do que ver o Brasil nas Olimpíadas de Inverno, um país tropical, marcar presença em um dos maiores eventos de esportes de inverno do mundo? Essa participação reforça o contraste cultural, amplia a visibilidade internacional da delegação brasileira e transforma o uniforme oficial em símbolo de identidade, inovação e representatividade global.

Itália nas Olimpíadas de Inverno: a importância simbólica da escolha

Como país anfitrião, a Itália tem a tarefa de combinar tradição, inovação e sofisticação nas Olimpíadas de Inverno. A decisão do designer não poderia ser outra, uma vez que a equipe olímpica e paralímpica da Itália é vestida pela Giorgio Armani há aproximadamente 14 anos.

Vestir Giorgio Armani passa à mensagem de orgulho da indústria nacional, integração entre cultura, economia e esporte.

Team Italy EA7 Emporio Armani Podium Bomber Jacket - White - Womens

A escolha também fortalece o conceito de soft power italiano. Sendo que, ao mesmo tempo, utiliza a moda como instrumento estratégico de influência cultural e diplomática no cenário internacional.

Moda e esporte: quando o uniforme vira narrativa global

Nas Olimpíadas de Inverno na Itália, os figurinos das delegações mostram que a competição começa antes mesmo das provas. Assim, Haiti, Mongólia, Brasil e Itália utilizam a moda como ferramenta de identidade cultural, diplomacia e posicionamento internacional.

Mais do que roupas para enfrentar o frio, os uniformes representam símbolos visuais que contam histórias. E sobretudo em tempos de redes sociais e buscas no Google, cada detalhe importa.

Escrito por Keilla Lima | Editado por Ana Carolina Gomes

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