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Ale Brito E Studio 115 Fazem Poesia Na Passarela

Na passarela, Ale Brito e Studio 115 assinam um manifesto criativo

Ale Brito e Studio 115 na passarela apresentam uma coleção que chega como quem sabe o que faz, e faz bem feito, com aquele olhar que não aceita a mesmice de braços abertos. Tecidos de veludo molhado, seda e cetim desfilam sob a agulha precisa em modelagens clássicas que, porém, não se dão ao luxo da obviedade.

Além disso, mostram como o clássico pode ganhar um “twist” que faz a costura respirar. Esse toque sacode as proporções do corpo feminino e vira tudo do avesso. Às vezes, as estruturas são elaboradas; outras vezes, quase abandonam a forma, como quem diz: “me veja sem as amarras do esperado”.

Como Ale Brito e Studio 115 reinventam o clássico

Ale Brito e Studio 115 mostram como a alfaiataria pode ser reinventada sem perder sua essência. A coleção de Ale Brito na São Paulo Fashion Week propõe uma conversa entre o tradicional e o contemporâneo. Estruturas elaboradas convivem com formas quase abstratas, revelando uma moda que se recusa a ser previsível. É uma abordagem que brinca com silhuetas, volumes e texturas de maneira sofisticada.

É para quem entende que costurar não é só montar roupa, mas sim brincar com o invisível, o jogo de volumes, de texturas, de silhuetas que contam histórias sem precisar sussurrar. Uma coleção que não pede licença para ser contemporânea, mas não se desfaz das raízes que sustentam cada ponto, cada dobra.

Tecido como memória, corpo como poesia

No fundo, Ale Brito está falando com os amantes da costura verdadeira, aqueles que sabem que o tecido é muito mais que pano, é memória, desejo, técnica e, sobretudo, uma pitada generosa de ousadia. A coleção se revela como um diálogo entre passado e futuro, clássico e vanguarda, serenidade e ousadia, e talvez seja exatamente essa contradição que nos prende.

Em Ale Brito e Studio 115 na passarela, vemos a costura se transformar em linguagem, onde o corpo é tratado como um poema em movimento. O que é vestir? É escolher ser parte de um mundo onde a costura é poesia e o corpo seu poema mais audacioso.

Ale Brito X Studio 115- Casa de Criadores 56 Foto: Marcelo Soubhia/ @agfotosite

Escrito por: Gilson Tavares | Editado por: Ana Carolina Gomes

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